Tag: privatização

Governo privatizará 100% dos Correios em um leilão único

Governo privatizará 100% dos Correios em um leilão único . A privatização dos Correios planejada pelo governo federal deve envolver a venda de 100% da estatal, que hoje detém o monopólio do setor postal no Brasil. Para o leilão ocorrer no primeiro trimestre de 2022, como planejado, o Congresso ainda precisa aprovar o projeto de lei que permite que a iniciativa privada atue em operações hoje exclusivas dos Correios.

Governo privatizará 100% dos Correios em um leilão único
Leia mais

CCR e Vinci vencem leilão privatização aeroportos

CCR e Vinci vencem leilão privatização dos aeroportos . Governo federal arrecada R$ 3,3 bilhões no primeiro certame da bateria de leilões de projetos e ativos de infraestrutura desta semana

CCR e Vinci vencem leilão privatização aeroportos imagem: Min. Infraestrutura
CCR e Vinci vencem leilão privatização aeroportos

CCR o grupo francês Vinci foram os grandes vencedores do leilão de concessão de aeroportos, organizado pelo Ministério da Infraestrutura nesta quarta-feira (7), na B3, e que resultou na arrecadação de R$ 3,3 bilhões em outorgas ao governo federal.

A União colocou para disputa 22 aeroportos em 12 estados operados pela Infraero. Eles foram agrupados em três blocos: Central, Norte e Sul.

A CCR arrematou o bloco Sul, por R$ 2,1 bilhões, e o lote Central, por R$ 754 milhões. Os lances representam, respectivamente, ágio de 1.534% e 9.156% em relação aos lances mínimos.

Já o Vinci ficou com o bloco Norte, pagando R$ 420 milhões, um ágio de 777% sobre o preço mínimo estipulado.

O Ministério da Infraestrutura espera que os terminais, por onde circulam cerca de 24 milhões de passageiros por ano, recebam aproximadamente R$ 6,1 bilhões em investimentos durante o período dos contratos de concessão, que têm validade de 30 anos.

A expectativa é de que sejam investidos R$ 2,85 bilhões no bloco sul, R$ 1,8 bilhão no central e R$ 1,4 bilhão no Norte.

Esta foi a segunda rodada de aeroportos realizada em blocos. Em 2019, durante a 5ª rodada, foram leiloados 12 aeroportos do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Pacote de concessão

O certame é parte de uma bateria de leilões de projetos e ativos de infraestrutura marcados pelo governo para esta semana, com a expectativa de atrair até R$ 10 bilhões em novos investimentos.

A expectativa é de que cinco terminais portuários (quatro em Itaqui e um em Pelotas) e o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, sejam concedidos ao setor privado.

Batizada de Infra Week (ou semana da infraestrutura, no termo em inglês), a rodada será um termômetro do potencial de atração de investimentos de longo prazo, quando o Brasil está com a imagem arranhada pela condução da política de enfrentamento do coronavírus.

“Começamos a nossa Infra Week com o pé direito e isso tem que ser celebrado. As vitórias têm de ser celebradas. Temos um desafio importante pela frente. Vamos superar a pandemia e temos o desafio da geração de emprego. O emprego vai vir pela mão do investimento privado, não há outra alternativa porque temos que seguir a nossa trajetória de responsabilidade fiscal, nosso compromisso com a solvência”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, no fim do leilão, segundo nota divulgada pelo Ministério.

Fonte: Agência Brasil e Seu Dinheiro.com

Governo descarta divisão e venda de fatia minoritária dos Correios

Governo descarta divisão e venda de fatia minoritária dos Correios . A primeira fase dos estudos para a desestatização dos Correios foi concluída, abrindo caminho para que a modelagem da venda da companhia seja concluída em agosto, informou o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) nesta terça-feira 16/03/2021.

Governo descarta divisão e venda de fatia minoritária dos Correios
Governo descarta divisão e venda de fatia minoritária dos Correios
Leia mais

Governo cogita três modelos de privatização para os Correios

Governo cogita três modelos de privatização para os Correios . Além de cogitar privatizar os Correios em blocos regionais, o governo estuda mais dois caminhos para a estatal. Uma das possibilidades é transformar a empresa em uma sociedade de economia mista e ofertar ações dela na Bolsa de Valores. A outra opção em análise é “desverticalizar” os serviços prestados pela companhia e concedê-los separadamente à iniciativa privada.

Governo cogita três modelos de privatização para os Correios
Governo cogita três modelos de privatização para os Correios
Leia mais

Correios Portugal Mais dinheiro ou menos regras

Correios Portugal Mais dinheiro ou menos regras . “Mais dinheiro ou menos regras”. CTT impõem condições para assegurar serviço universal de correio . De acordo com a edição em papel de hoje, dia 24 de outubro, do jornal ‘Expresso’, os “CTT querem mais dinheiro ou menos regras para manter serviço universal”, porque a “travagem decorrente da pandemia provoca descida de dezenas de milhões nas receitas (…)”, da empresa.

Correios Portugal Mais dinheiro ou menos regras. Fonte Jornal Econóico Pt
Correios Portugal Mais dinheiro ou menos regras – Fonte: Jornal Económico PT
Leia mais

Privatização dos Correios

Privatização dos Correios . Os Correios precisam de grandes investimentos para a modernização de sua estrutura, hoje fortemente sucateada. Ficaram para trás os tempos em que os Correios cuidavam de entregar cartas, telegramas e materiais impressos. Hoje, quase ninguém mais escreve cartas, cartões-postais ou cartões de boas-festas.

Privatização dos Correios . Foto Selo Olho de Boi. Fonte O Estado de São Paulo
A série Olho de Boi foi a primeira série de selos do Brasil, com início em 1843  Foto: Acervo Estadão

Com a implantação do Pix e de outros serviços instantâneos de pagamentos, até mesmo o envio de boletos bancários por via postal está com seus dias contados. Os correios eletrônicos e mensageiros como o WhatsApp e o Telegram passaram a cuidar da comunicação imediata entre pessoas e entre empresas.

E, no entanto, os Correios continuam essenciais na entrega de correspondências, documentos e mercadorias. A pandemia produziu uma explosão de demanda por serviços de entrega. Mas, em vez de ocupar esse largo espaço de mercado, os Correios no Brasil acumulam ineficiência, reclamações por extravio, por atrasos e por danos nas encomendas.

Os Correios precisam de grandes investimentos para a modernização de sua estrutura, hoje fortemente sucateada. Mais do que a repisada incompetência de sua administração, é a falta crônica de recursos do Tesouro para dar conta dos investimentos para a modernização que empurra os Correios para os capitais privados e para a desestatização, projeto antigo, mas nunca enfrentado com determinação.

No dia 14, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou ao presidente Bolsonaro documento que prevê a formatação de um esquema de privatização. Depois de passar pelo crivo da Secretaria da Presidência, o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso para as decisões sobre o caso.

Os Correios são instituição antiga. Seus primeiros passos remontam a 1663, quando o Brasil ainda não passava de colônia de Portugal. A coesão nacional, precária naqueles tempos e também depois, não é inteiramente explicada sem a integração proporcionada pelos serviços postais. O Brasil foi o segundo país do mundo a emitir selos postais. A série Olho de Boi, a primeira a sair por determinação do imperador, em 1843, é uma das mais valorizadas pelos filatelistas. (Veja foto.) 

Foi o aprofundamento da crise da empresa e o empenho do setor privado em ocupar nichos novos que parecem ter tornado inevitável esse novo passo. Até agora não foram reveladas as diretrizes do projeto, se a empresa seria privatizada por inteiro  de uma vez ou se fatiada por região, como aconteceu com a Telebrás. Nem como ficaria a situação dos seus funcionários. Proposta de criação do Banco Postal não avançou. Mas o projeto já enfrenta enormes resistências, a começar pela da corporação dos seus funcionários, que temem perder as tetas do Estado.

O principal critério para nortear a definição não deveria ser nem corporativo nem ideológico. Deveria ser o interesse público ou, mais particularmente, a procura da eficácia de um serviço essencial para a população, num momento em que o mundo passa por uma revolução tecnológica e o comércio eletrônico ganha enorme impulso.

Fonte: Celso Ming e Jornal O Estado de São Paulo