O vendedor de hotdog, o filho e a crise

O vendedor de hotdog, o filho e a crise , uma das fábulas corporativas que publiquei no LinkedIn e no blog antigo que tiveram grande audiência.

O vendedor de hotdog, o filho formado e a crise instalado no país
O vendedor de hotdog, o filho e a crise

Crise, crise e crise!

Você acorda, vive o dia inteiro falando da crise e quando pega no sono após horas rolando na cama ainda sonha com ela e suas consequências?

Eu escutei há um bom tempo atrás uma fábula que se mantém atual nos dias de hoje sobre a crise e como enfrentá-la.

Um homem que tinha uma carrocinha de cachorro quente, aliás a melhor de sua região e deu um duro danado para educar o seu filho em uma boa universidade.

Depois de formado, o filho voltou para sua cidade natal e ficou espantando com a alienação do seu pai.

O coitado não sabia que havia uma crise no pais!

Então o filho letrado, explicou o que estava ocorrendo e pediu para o pai se prevenir contra a crise.

Primeiro pediu ao pai para aumentar os preços pois estavam abaixo dos praticados na Capital, que era a referencia do filho.

Começou uma queda do movimento da carrocinha do pai.

A crise que o filho tanto falava era verdade!

Para compensar a queda de receita o filho sugeriu ao pai trocar o pão da padaria que todos adoravam por outro fornecedor desconhecido para cortar os custos.

Pesquisou uma salsicha de segunda linha que era “quase” a mesma coisa daquela marca que ele usava há décadas.

4 ou mais molhos, batata palha, ervilha maionese seu pai estava louco. O preço cobrado pelo cachorro quente não comportava tantas alternativas.

A partir daquela data só dois acompanhamentos no máximo, era preciso cortar  os custos de qualquer maneira.

A clientela se assustou com a queda de qualidade brusca e com os novos preços.

O mercado e não importa que seja de uma cidade pequena está atento às oportunidades e ameaças. Com tanta gente descontente, surgiu um concorrente que resolveu criar um cachorro quente “customizado” com opções de linguiça, pão integral e outras novidades.

O movimento da carrocinha definhou de vez. O pai quebrado, tinha um orgulho danado do filho estudioso. O investimento na educação dele tinha valido a pena. Ele havia previsto com antecedência a tal crise! Suas sugestões eram boas, mas não existe receita de bolo. É preciso saber usar os mecanismos certos mas no tempo correto. Antes ou depois pode ser um grande desastre como nesta fábula.

Moral da história: Se você acreditar na crise, ela virá com mais força e causará mais estragos. Também não dá para ser ingênuo e imaginar que vamos espantá-la  simplesmente negando sua existência. Mas é preciso usar a criatividade e dobrar os esforços  para revertê-la ou amenizar os seus danos.

Vamos trabalhar? Estes país, nossa sociedade e nossas famílias precisam de que esta nuvem negra seja espantada. Vamos arregaçar as mãos e reverter este quadro.

Vamos lá!

Se preferir assista o vídeo com a referida fábula:

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